Fisioterapia

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Estudos recentes têm mostrado que exercícios realizados com supervisão e cuidado podem melhorar a força muscular, condicionamento cardiorrespiratório e a eficiência da marcha de pacientes com síndrome pós-poliomielite, o que deve melhorar seu bem estar. Estes benefícios parecem ocorrer quando os pacientes se exercitam evitando a sobrecarga. Em particular, os pacientes devem ser instruídos a evitar atividades que causem aumento das dores articulares ou fadiga excessiva, durante ou após o programa de exercícios.
Exercícios supervisionados devem ser vistos como um coadjuvante em um programa de reabilitação do paciente. As principais queixas dos pacientes com SPP são novas dificuldades nas atividades de vida diária, para andar e subir escadas.
O desafio em prescrever exercícios para pacientes com SPP inicia-se em reconhecer esses fatores únicos de cada paciente e modificar a prescrição de acordo com elas. Deve-se proteger as articulações e músculos que apresentam os efeitos da sobrecarga ou áreas com fraqueza crônica importante (em geral, em áreas onde os músculos não apresentam força anti-gravitacional ou pontuação menor que 3 no teste de forca manual) enquanto exercitam essas áreas com efeitos deletérios ou desuso. O ganho de peso deve ser evitado nesta população decorrente do aumento das dificuldades nas atividades de vida diária.
O emprego de fisioterapia através de exercícios de fortalecimento não-fatigantes tem proporcionado ou manutenção ou efeito benéfico aos músculos fracos. A combinação de identificação acurada desses músculos, seguida de estrita adesão a um programa supervisionado de exercícios não fatigantes por um período de, no mínimo, três meses, auxilia os pacientes com SPP. 

Exercícios aeróbicos podem auxiliar no tratamento de pacientes com sintomas de síndrome de pós-pólio, aumentando a eficiência biomecânica, aliviando o descondicionamento cardiorrespiratório e muscular secundário e evitando alguns riscos associados aos exercícios tradicionais de fortalecimento. Esses resultados sugerem que pacientes com síndrome de pós-pólio podem aumentar sua capacidade funcional de trabalho após um programa aeróbico modificado de caminhada. Esta melhora reflete o aumento da eficiência biomecânica e possíveis efeitos do treinamento nos níveis cardio respiratório e muscular. 


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